quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sua Escola ou Faculdade são seguras?

Devido a tragédia que aconteceu no Bairro Realengo, Rio de Janeiro, neste mês, causando a morte de dezenas de estudantes inocentes por um atirador psicopata que simplesmente entrou numa sala de aula e matou friamente estudantes que estavam em plena juventude. Uma  tragédia que realmente abalou o Brasil e o Mundo.
Mas ainda questionamos: Há segurança em nossas escolas?
Dias depois deste triste caso, alguns repórteres do Jornal Diário do Grande ABC visitaram algumas escolas públicas e constataram que qualquer pessoa pode entrar em suas dependências. De acordo com a reportagem, concluiu-se que: “Falta fiscalização nos horários de entrada e saída, pouca vigilância dentro e fora das instituições e livre acesso aos corredores foram as principais falhas encontradas”.
Em algumas escolas visitadas verificou-se que há vigilantes trabalhando, mas não questionaram o motivo da entrada dos “tais alunos” (repórteres).
A falta de segurança não está somente nas escolas públicas. Este problema também é visto em Instituições de Ensino Superior do país. Há faculdades que não controlam o acesso de alunos. Basta que qualquer pessoa com uma mochila nas costas ou livros debaixo do braço, se passe por aluno. O acesso ao Campus de uma Faculdade é tão fácil quanto entrar num Shopping Center. Quem garante que o tal não aluno seja realmente um aluno da Instituição? Como controlar a entrada e saída de alunos universitários?
Há Instituições que utilizam cartões de identificação, catracas especiais e outras nem contam com isso. Equipes de homens (seguranças profissionais), preparados para agirem em qualquer emergência existem na maioria das faculdades, mas mesmo assim, como poderão identificar um falso aluno?
De quem é a culpa numa situação dessas? Dos Diretores, Reitores ou da própria sociedade?
Segundo a reportagem pesquisada: “A escola é o reflexo da sociedade”
O problema da falta de segurança não atinge apenas as escolas públicas. Quem tem filhos matriculados em colégios particulares também se preocupa, e é por isso que essas instituições estão buscando, cada vez mais, meios de garantir a paz.
Segundo Oswana Fameli, presidente da Aesp (Associação das Escolas Particulares), as escolas particulares estão se munindo dos maiores e melhores sistemas de segurança que existem no mercado. Porém, câmeras de segurança, vigilantes em período integral e controle rígido de entrada e saída dos alunos não são garantias de que novas tragédias não venham a acontecer. “As escolas particulares, por mais que às vezes tenham sistema de segurança melhor, estão tão vulneráveis quanto às públicas”, explicou.
Para a especialista, é preciso melhorar as leis: “O problema está na sociedade, e não na escola”. Ela é apenas um reflexo. Ficamos de mãos atadas. Como querem culpar a escola, sendo que nem chamar a atenção de alunos nós podemos?”, questionou.“ Não há como culpar o colégio pela falta de segurança, sendo que os alunos entram com drogas, armas, o que quiserem nas mochilas, porque não podem ser revistados”, completou.

Texto: Erick
Fonte: Diário do Grande ABC

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