Periodicamente são noticiadas algumas leis que causam grande impacto nacional e mudanças de comportamentos pessoais e profissionais.
Destaco três leis que foram aprovadas nos últimos três anos e que fizeram empresas e cidadãos a seguirem novas regras, afinal, as leis estão aí para serem cumpridas, correto?
1ª) Lei Seca: Criada em 2008, esta lei em resumo, proíbe motoristas de dirigirem após o consumo de bebida alcóolica. O ruim é que ainda vemos muitos acidentes causados por motoristas embriagados. No início da lei a fiscalização era rigorosa, hoje, nem parece que ela existe, pois sempre acontecem acidentes causados por condutores imprudentes (vejam as estatísticas do último Carnaval).Ou seja, muitos não levam essa lei a sério.
2ª) Lei Antifumo: Criada em 2009, esta lei proíbe o fumo em locais públicos, empresas, escolas. Vimos que em bares, restaurantes, boates, bancos, instituições de ensino, todos esses locais foram obrigados a publicar a placa de “proibido fumar neste local”.
A saúde dos fumantes estava em primeiro lugar, percebemos as mudanças pessoais e empresariais.
3ª) Lei do Cartão de Ponto: Criada em 2010, obrigou as empresas a implantarem novos relógios de marcação de ponto com impressão de comprovantes para todos os funcionários. Muitos empresários foram contra essa lei, mas não houve mudança e as instalações dos novos relógios nas empresas devem ser feitas até agosto de 2011.
Pois bem, esses foram alguns exemplos de como as empresas e nós, cidadãos, nos adaptamos ao que é proposto em lei. Agora eu me pergunto e quanto a Educação nas empresas?
Por que muitas organizações não se preocupam com a capacitação profissional e desenvolvimento de seus funcionários? Há lei para isso?
O que quero destacar com este texto é a importância da valorização da profissão de muitos colaboradores em diversas áreas de atuação. Como já publicado neste blog, as empresas precisam reter seus bons funcionários para não os perderem para a concorrência. Parece que não, mas o capital humano é a força maior de qualquer empresa. Existiriam empresas ou escolas sem funcionários?
Baseado no livro Capacitação e Desenvolvimento de Pessoas: Editora FGV, 2005: Nas últimas décadas, após o surgimento de novas tecnologias e da globalização, apareceram diversas necessidades de desempenho profissional como: agilidade e transformação da aprendizagem em vantagem competitiva.
Atualmente nas empresas, não há mais exclusividades somente a produtos, é preciso olhar para quem está envolvido num lançamento de um produto, por exemplo. Ou seja, o ser humano. O profissional que desempenha sua função.
A sociedade também mudou e as pessoas querem mais segurança, status, auto-realização, diferenciação, lazer. Se há mudança de comportamento por parte das pessoas, as empresas precisam que seus funcionários também mudem, criem, inovem, pois os novos clientes estão mais exigentes e conhecem melhor os seus direitos.
É preciso mudar e as instituições sabem disso. Ou precisamos de uma nova Lei?
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