quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mulheres na Docência



Elas na Docência


Mulheres atuantes no Ensino Superior é predominante, diz pesquisa.

Em pesquisa realizada pelo SIMPRO-SP ( Sindicato dos Professores de São Paulo) revela que o corpo docente do ensino superior no Estado de São Paulo é composto em sua maioria por mulheres. De acordo com a pesquisa elas estão exclusivamente atuando em sala de aula e escolheram a profissão por vocação. Foram ouvidos docentes do ensino privado e as instituições de ensino superior que formam professores.

            Baseado no estudo, 54,3% dos professores atuantes no ensino superior paulista é formado por mulheres e 45,7% por homens. Historicamente, o magistério do ensino superior era predominado por homens e o aumento do número de mulheres neste setor é surpreendente. De acordo com a pesquisa a mulher está também se capacitando mais que os homens, em Mestrado e Doutorado. Revelou-se também que 38,98% dos professores do terceiro grau possuem mais de 45 anos de idade. Espera-se que nos próximos 15 anos ocorra uma revolução de 40% do corpo docente. Outro dado pesquisado aponta que 81% dos professores tem a docência como atividade única ou principal. Sendo assim, a dedicação em sala de aula é maior, fazendo com que o professor melhore cada vez mais a sua prática docente. Pois ser um profissional liberal e querer ser professor universitário, não garante um ensino de qualidade, por isso a formação do professor deve ser um processo contínuo e sempre buscando uma formação também pedagógica.

            Falando em formação contínua do professor, 50,85% do professores entrevistados disseram ter feito algum curso no último ano e desses 80% optaram pelo modo presencial de ensino.

            A pesquisa revelou também qual foi a motivação pela escolha da carreira de professor universitário: 68% dos entrevistados responderam que foi a vocação, e apenas 1,7% a atração salarial. 69,50% pretendem continuar na área e 30% responderam negativamente.
            Parabéns às mulheres que estão se destacando no Ensino Superior. O futuro da educação depende de todos e de todas. É preciso incentivar e valorizar cada vez mais o trabalho do professor.

Por Erick Souza
Fonte: Revista Ensino Superior

O que esperar de 2011 - Dicas Profissionais :: Tudo para voc� alavancar sua carreira!

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

5 Dicas para construir sua carreira - Dicas Profissionais :: Tudo para você alavancar sua carreira!

5 Dicas para construir sua carreira - Dicas Profissionais :: Tudo para você alavancar sua carreira!

Boa sorte a todos

Erick

Competência Pedagógica do Professor Universitário



COMPETÊNCIA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO
Atualmente, conciliar a carreira executiva com a de docente tem sido uma prática comum para muitos profissionais de diversas áreas de atuação. Considera-se uma forma de aplicar em sala de aula as experiências reais destes profissionais que conhecem a prática do mundo dos negócios e conciliam com as teorias e pesquisas aplicadas no ensino superior.

            Os profissionais de dupla jornada de trabalho encontram também na docência os benefícios para as suas carreiras, pois conseguem expor exemplos da rotina empresarial que ajudam os estudantes a terem noções reais da área em que estudam e suas dúvidas estimulam os profissionais a se aprofundarem cada vez mais em suas áreas de atuação.

            A competência pedagógica e a docência universitária são assuntos discutidos em muitas literaturas referentes ao tema e é possível considerar que ter experiência na área na qual se pretende lecionar é importante, mas cursos como de Especialização e Mestrado valorizam e dão ênfase à carreira do professor universitário. Mas alguns professores já atuantes no ensino superior e sem alguma formação específica e de acordo com MASETTO, (2003, p.18): “vêem-se como profissionais bem sucedidos e professores que ensinam bem suas matérias”. Sendo assim, as questões que debatem as exigências da formação do professor universitário não tem grande relevância. Tais como:

De acordo com GIL, (2007)
As habilidades pedagógicas do professor universitário não têm sido devidamente consideradas ao longo da história desse nível de ensino. Tanto dos professores do ensino fundamental quanto do ensino médio há muito tempo se exige formação específica, quer por meio do curso normal, hoje em nível superior, quer de licenciaturas específicas. Nesses cursos, mediante disciplinas como Didática, Metodologia do Ensino, Psicologia da Aprendizagem e Prática de Ensino, os professores podem desenvolver as habilidades necessárias para o desempenho de suas atribuições de professor. Dos professores universitários exige-se hoje, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, formação em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. Ocorre, porém, que a maioria desses programas não contempla seus concluintes com disciplinas de caráter didático-pedagógico.

            Tendo em vista a importância da competência pedagógica do professor universitário, para Masetto (2003) assim destaca: “ em geral, esse é o ponto carente de nossos professores universitários, quando vamos falar em profissionalismo na docência”. Quando se fala em formação de professores, a princípio entende-se que tal formação esteja ligada apenas à docência para educação básica, já no ensino superior, a preocupação dessa formação parece ser desnecessária.

            Críticas são comuns, vindas de estudantes universitários que dizem respeito à didática dos professores, ou melhor, à falta dela nesses profissionais. Libâneo, (2000) destaca alguns dos problemas enfrentados pelos estudantes em sala de aula e que demonstram como deveriam ser seus professores:
·         Bom professor é aquele que tem conhecimento e domínio da matéria;
·         Os professores são profissionais que têm pouco conhecimento de didática, são competentes na sua área específica, mas não na área do magistério;
·         Bons professores são os que se empolgam com a matéria, mas não são donos da verdade;
·         Há professor que utiliza linguagem que os alunos não entendem;

Outros problemas enfrentados em sala de aula, segundo LIBÂNEO. (2000)

            O professor não motiva os alunos e torna a aula monótona;
            Não se preocupa em verificar o que o aluno já sabe ou se ele está aprendendo;
            Não promover a interação com os alunos;
            Não responder às perguntas dos alunos;
            Não ter domínio da classe.

            Além desses problemas destacados, amplia-se cada vez mais a exigência de que os professores universitários obtenham os títulos de mestre e doutor, mas se questiona também se essas titulações, do modo como são realizadas, podem contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade didática no ensino superior.

            Mesmo assim, os professores universitários estão se conscientizando de que seu papel de docente no ensino superior exige capacitação própria e específica, que há necessidade contínua da aprendizagem, da experiência na área e, especializações para a atividade docente que são muito importantes para a competência pedagógica, afinal, o professor é um educador.

Autor: Erick Souza

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Desigualdade Social no Grande ABC

Desigualdade Social na Região do ABC Paulista

“ Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da Nação. Que país e este”?
Respondendo à pergunta do meu ídolo, Renato Russo nesta letra da música “Que País é Este”, é o nosso imenso e querido Brasil.
Como todos sabem, ainda vivemos uma desigualdade social discrepante em nosso país e a região do ABC Paulista também está inserida nas estatísticas das regiões onde o déficit habitacional é grande. Sim amigos, em algumas cidades da região vivem 620 mil pessoas em favelas. Um em cada quatro habitantes da região, que tem aproximadamente 2,5 milhões, moram em áreas irregulares.
De acordo com o Dicionário Aurélio, favela é: “Conjunto de habitações populares, em geral toscamente construídas e usualmente deficientes de recursos higiênicos”.
Infelizmente é neste cenário que vivem pessoas do bem, trabalhadoras, guerreiras e sempre em busca do melhor. A formação de favelas no grande ABC existe desde os anos 1950, período em que a industrialização crescia e as ocupações diversas em terrenos, encostas e morros só aumentaria, inclusive ao redor da Represa Billings.
Um dos problemas encontrados em nossa região são as áreas de risco, enchentes e deslizamentos sem condições adequadas para a construção de moradias. E por falar em enchentes, o problema já faz parte da vida de muitos moradores neste mês de janeiro/2011 (vejam nos jornais e portais da internet).
Sabemos que a falta de planejamento urbano remete à falta de vontade política para mudar essas situações para melhor. Tal planejamento já deveria ter sido feito desde o aumento de migrantes ao grande ABC (grupos vindos de outros Estados em busca de empregos na região, há décadas). O problema de hoje é ter que tirar essas pessoas de seus lares, principalmente quando ocorrem tragédias, que sempre assistimos. É preciso urbanizar e isso gera verbas para as obras. Quem cuida das obras?
São eles, os senhores prefeitos, governadores.
Apresento aqui alguns números das cidades do ABC que habitam milhares de pessoas em favelas.

Cidade
População em favelas
Número de favelas
Investimentos
Santo André
117 mil
149
R$220 milhões
São Bernardo
312 mil
261
R$697,2 milhões
Diadema
100 mil
219
R$145,7 milhões
Mauá
90 mil
não informado
não informado

Grande ABC tem 620 mil pessoas vivendo em moradias precárias. Investimentos para tentar minimizar o problema chegam a R$1 bilhão.
Fonte: Jornal Diário do Grande ABC

A cidade de São Caetano do Sul não tem favelas, porém há 122 cortiços, com 747 famílias que vivem em situações difíceis , assim como nas favelas. Mas existem pessoas que dizem que essa cidade é “de 1º mundo”. Como assim?
Uma cidade que tem enchentes, moradores que vivem em lugares irregulares, pode ser considerada cidade de 1º mundo? O Brasil é de 1º mundo?
Concordo com o Sr. Vereador Gilberto Costa, de São Caetano, que em recente artigo publicado no Jornal ABCD MAIOR, diz que sua cidade ainda precisa melhorar muito para crescer e quem sabe no futuro, ser considerada uma cidade “modelo”. Para o Vereador: “São Caetano precisa parar com a propaganda, manter os bons níveis alcançados e o mais rápido possível, através das suas autoridades, trabalhar para resolver nossos grandes problemas como enchentes, saneamento básico, trânsito, poluição e outros”.

Caros amigos acompanhem o Jornal Diário do Grande ABC nos próximos Domingos e saibam mais sobre a vida de quem mora nas favelas do Grande ABC.
Por Erick Souza