Atualmente, conciliar a carreira executiva com a de docente tem sido uma prática comum para muitos profissionais de diversas áreas de atuação. Considera-se uma forma de aplicar em sala de aula as experiências reais destes profissionais que conhecem a prática do mundo dos negócios e conciliam com as teorias e pesquisas aplicadas no ensino superior.
Os profissionais de dupla jornada de trabalho encontram também na docência os benefícios para as suas carreiras, pois conseguem expor exemplos da rotina empresarial que ajudam os estudantes a terem noções reais da área em que estudam e suas dúvidas estimulam os profissionais a se aprofundarem cada vez mais em suas áreas de atuação.
A competência pedagógica e a docência universitária são assuntos discutidos em muitas literaturas referentes ao tema e é possível considerar que ter experiência na área na qual se pretende lecionar é importante, mas cursos como de Especialização e Mestrado valorizam e dão ênfase à carreira do professor universitário. Mas alguns professores já atuantes no ensino superior e sem alguma formação específica e de acordo com MASETTO, (2003, p.18): “vêem-se como profissionais bem sucedidos e professores que ensinam bem suas matérias”. Sendo assim, as questões que debatem as exigências da formação do professor universitário não tem grande relevância. Tais como:
De acordo com GIL, (2007)
As habilidades pedagógicas do professor universitário não têm sido devidamente consideradas ao longo da história desse nível de ensino. Tanto dos professores do ensino fundamental quanto do ensino médio há muito tempo se exige formação específica, quer por meio do curso normal, hoje em nível superior, quer de licenciaturas específicas. Nesses cursos, mediante disciplinas como Didática, Metodologia do Ensino, Psicologia da Aprendizagem e Prática de Ensino, os professores podem desenvolver as habilidades necessárias para o desempenho de suas atribuições de professor. Dos professores universitários exige-se hoje, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, formação em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. Ocorre, porém, que a maioria desses programas não contempla seus concluintes com disciplinas de caráter didático-pedagógico.
Tendo em vista a importância da competência pedagógica do professor universitário, para Masetto (2003) assim destaca: “ em geral, esse é o ponto carente de nossos professores universitários, quando vamos falar em profissionalismo na docência”. Quando se fala em formação de professores, a princípio entende-se que tal formação esteja ligada apenas à docência para educação básica, já no ensino superior, a preocupação dessa formação parece ser desnecessária.
Críticas são comuns, vindas de estudantes universitários que dizem respeito à didática dos professores, ou melhor, à falta dela nesses profissionais. Libâneo, (2000) destaca alguns dos problemas enfrentados pelos estudantes em sala de aula e que demonstram como deveriam ser seus professores:
· Bom professor é aquele que tem conhecimento e domínio da matéria;
· Os professores são profissionais que têm pouco conhecimento de didática, são competentes na sua área específica, mas não na área do magistério;
· Bons professores são os que se empolgam com a matéria, mas não são donos da verdade;
· Há professor que utiliza linguagem que os alunos não entendem;
Outros problemas enfrentados em sala de aula, segundo LIBÂNEO. (2000)
O professor não motiva os alunos e torna a aula monótona;
Não se preocupa em verificar o que o aluno já sabe ou se ele está aprendendo;
Não promover a interação com os alunos;
Não responder às perguntas dos alunos;
Não ter domínio da classe.
Além desses problemas destacados, amplia-se cada vez mais a exigência de que os professores universitários obtenham os títulos de mestre e doutor, mas se questiona também se essas titulações, do modo como são realizadas, podem contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade didática no ensino superior.
Mesmo assim, os professores universitários estão se conscientizando de que seu papel de docente no ensino superior exige capacitação própria e específica, que há necessidade contínua da aprendizagem, da experiência na área e, especializações para a atividade docente que são muito importantes para a competência pedagógica, afinal, o professor é um educador.

Nenhum comentário:
Postar um comentário