Elas na Docência
Mulheres atuantes no Ensino Superior é predominante, diz pesquisa.
Em pesquisa realizada pelo SIMPRO-SP ( Sindicato dos Professores de São Paulo) revela que o corpo docente do ensino superior no Estado de São Paulo é composto em sua maioria por mulheres. De acordo com a pesquisa elas estão exclusivamente atuando em sala de aula e escolheram a profissão por vocação. Foram ouvidos docentes do ensino privado e as instituições de ensino superior que formam professores.
Baseado no estudo, 54,3% dos professores atuantes no ensino superior paulista é formado por mulheres e 45,7% por homens. Historicamente, o magistério do ensino superior era predominado por homens e o aumento do número de mulheres neste setor é surpreendente. De acordo com a pesquisa a mulher está também se capacitando mais que os homens, em Mestrado e Doutorado. Revelou-se também que 38,98% dos professores do terceiro grau possuem mais de 45 anos de idade. Espera-se que nos próximos 15 anos ocorra uma revolução de 40% do corpo docente. Outro dado pesquisado aponta que 81% dos professores tem a docência como atividade única ou principal. Sendo assim, a dedicação em sala de aula é maior, fazendo com que o professor melhore cada vez mais a sua prática docente. Pois ser um profissional liberal e querer ser professor universitário, não garante um ensino de qualidade, por isso a formação do professor deve ser um processo contínuo e sempre buscando uma formação também pedagógica.
Falando em formação contínua do professor, 50,85% do professores entrevistados disseram ter feito algum curso no último ano e desses 80% optaram pelo modo presencial de ensino.
A pesquisa revelou também qual foi a motivação pela escolha da carreira de professor universitário: 68% dos entrevistados responderam que foi a vocação, e apenas 1,7% a atração salarial. 69,50% pretendem continuar na área e 30% responderam negativamente.
Parabéns às mulheres que estão se destacando no Ensino Superior. O futuro da educação depende de todos e de todas. É preciso incentivar e valorizar cada vez mais o trabalho do professor.
Por Erick Souza
Fonte: Revista Ensino Superior

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