quarta-feira, 12 de janeiro de 2011



O Gestor vai à sala de aula?

Na edição nº 145 da Revista Ensino Superior, foi publicada uma reportagem que mostra que nos últimos 10 anos, as Instituições de Ensino Superior brasileiras cresceram e melhoraram sua gestão empresarial/educacional, mas muitas delas ainda não controlam como os alunos aprendem. Ou seja, como estaria a qualidade do ensino em determinada em Instituição?

Destaca-se que uma das atividades-fim de uma IES é o ensino e a aprendizagem de seus alunos que futuramente estarão formados em diversas áreas. Não adianta a instituição de ensino ser bem avaliada pelo MEC (Ministério da Educação) por atingir seus padrões de qualidade como um impacto positivo para a sua marca. É preciso ver como essa qualidade está sendo atingida também a partir do principal espaço onde ocorre o aprendizado, a sala de aula.

Em 2010, realizei uma palestra em um Congresso para alunos de um curso de Mestrado em Educação e um deles me questionou justamente isso: “Como a escola avalia a qualidade de seus alunos e docentes”?
O tema em discussão era a formação do professor universitário para a melhoria da qualidade de suas aulas e consequentemente, no desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos.

Baseado no conceito de “gestão do ensino-aprendizagem” considera-se importante que os próprios gestores acadêmicos passem a “entrar” em sala de aula e perceber o que e como os alunos estão aprendendo. Por exemplo: analisar também como é a relação com o professor. Quando é época de avaliação de cursos/instituições pelo ENADE, os alunos são orientados para a prova? De que forma os professores os orientam?
Não basta ver a nota institucional para saber se foi boa ou ruim sem saber como os alunos ingressantes e concluintes estão aprendendo e o que estão aprendendo no ensino superior. Não só em uma disciplina específica, mas tudo o que o mercado de trabalho exigirá dos futuros profissionais.

O que quero expor, meus caros colegas, é que as Instituições de Ensino Superior, tem seu grau de qualidade, mas é importante também ter o controle do serviço educacional que presta aos seus alunos.

Os próprios professores que acabam realizando suas atividades praticamente sozinhos, são alguns dos protagonistas da gestão acadêmica, da avaliação e do desempenho de seus alunos e se houvesse uma área na instituição que ajudasse o professor no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, seria mais fácil verificar a qualidade do ensino vinda direto da sala de aula. De acordo com a reportagem da Revista Ensino Superior, destaca-se:
          Isso pode ser feito pelos profissionais que já estão na instituição, mas eles precisam parar pra fazer isso. No exterior as instituições chamam isso de learning center.. Elas criam um ambiente de alguns docentes e dirigentes muito bons nessa área que pensam a instituição sob o ponto de vista do ensino-aprendizagem: novas metodologias, mudanças curriculares, analisam o desempenho de alunos e professores, fazem sugestões para melhorar. As instituições brasileiras não têm essa cultura”.

Claro que para uma ação como esta exige também investimentos financeiros da instituição, mas se há verba para o marketing externo para publicidade e propaganda, é possível também aplicar parte desta verba para o marketing interno, visando o ambiente de ensino.
Por Erick Souza
Fonte: Revista Ensino Superior

Nenhum comentário:

Postar um comentário